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Mostrando postagens de outubro, 2020

Tudo agora é militância?

Sinceramente, ainda não é tanto quanto gostaria. A primeira pergunta que eu teria pra fazer pra você que acha que tá tudo muito chato: qual a diferença na sua vida se as pessoas estão criando consciência e mudando o mundo ao seu redor? Sério, você hoje, principalmente sendo ou mulher, ou negro(a), ou lgbtqia+, por exemplo, só tem uma CERTA liberdade por conta da militância, por conta de pessoas inconformadas com atrocidades, com piadas totalmente ultrapassadas, com humilhações, enfim.  Não diminua a dor do outro se você é privilegiado e não sente na pele a opressão, a discriminação. Aliás, desculpa te informar, mas se você está em um daqueles grupos que citei acima, você não é 100% livre, tá? Você só não percebe isso. Não nota que já deixou de ser escolhida para algo pelo simples fato de ser quem é. Muitos não dizem isso na sua cara, é o tal preconceito velado. Não sou a maior milituda do mundo, mas corrijo falas racistas, gordofóbicas, homofóbicas, porque aos poucos, muito lentame...

Gafe Bolsonara

Não sei se vocês já passaram por isso, mas eu julgo pessoas de acordo com o voto presidencial delas. Só que nesse julgamento, quando eu conheço alguém que é legal, consciente, do bem, que faz caridade, que tem valores parecidos com os meus ou com os que eu acho que são básicos para um ser humano, eu já tenho em mente que votou em qualquer pessoa, menos nele. Aí papo vai, papo vem, eu já entro com comentários certa de que a pessoa vai concordar, até que vem um: Eu votei nele! É um baque tão grande que eu devo demorar a voltar com minha expressão normal. Eu até gaguejo.  Aconteceu demais comigo, desde antes das eleições, até que eu fui parando de criar esse conceito antecipado e perguntava antes de qualquer coisa. Só que ontem foi algo TÃO CERTO, mas tão certo de que essa pessoa jamais teria o escolhido (e digo mais, ainda aprova o governo dele em outubro e 2020), que eu soltei minhas opiniões tranquilamente. Eu chega tenho vontade de rir de mim, sinceramente, mas vontade de chorar t...

Falar dos erros também

  Conversando com um amigo recente (Caio Queiroz, já sigam lá no Insta), porém já bem especial pra mim, que é importante falarmos dos erros, das desgraças, dos pontos baixos da vida. Deixa eu contextualizar melhor pra vocês entenderem. Somos fotógrafos de casamento e esse sentimento de mediocridade nos acometeu na mesma época e por isso nos unimos. Hahaha! Nem sei bem como foi que começou, mas quando percebi, foram levas de áudios trocados com desabafos e gargalhadas. Falando por mim, o que sinto é aquele sentimento de "tamo junto nas lamúrias" e "vamos botar pra foder e sair dessa também". Não sei se é meu signo que rege isso, mas eu fico baixo astral por um dia, no outro eu já tô nos corres inventando alguma coisa, buscando algum workshop, procurando alguma lente nova pra inovar nos trabalhos. Mas o que nos levou a marcar um café pra falar sobre isso foi porque chegamos no consenso de que a COMPARAÇÃO é o mal do século, principalmente quando a vitrine de tudo e to...

Que casal!

Tô acostumada a ouvir isso direto, o que me faz questionar: somos um casal perfeito, é? E o que é casal perfeito na visão de quem fala isso? E por que as pessoas aceitam relações que não consideram bacanas? Pois bem, Pedro e eu realmente temos uma relação massa, de muito diálogo, de respeito, parceria, sinceridade e lealdade. Não gritamos, não disputamos, damos as mãos pra passar pelas broncas. Quando eu pensava, lá atrás, em um namoro, casamento "ideal", tinham esses detalhes aí. Só que Pedro veio prontinho assim pra mim? Será que eu sempre fui essa pessoa (um pouco mais) paciente? Negativo. Tivemos, temos e teremos que ter paciência e vontade pra que o caminho seja produtivo. Não podemos descartar pessoas (a não ser que elas sejam violentas, abusivas e tóxicas) por não ser o que IDEALIZAMOS logo de primeira. Sei lá, se tu gosta da pessoa e ela também gosta de tu, por que não tentar? "Ah, mas pode dar errado". Minha fia, até Fátima Bernardes separou de Bonner, qual...

Vocês também procuram palavras no Google?

Rapaz, depois que embarquei nessa fase de escrever mais, percebi que desaprendi algumas palavras. Eu sempre fui a doutora da gramática, a chata que corrige o povo mentalmente, eis que no post passado eu tive que colocar no Google: guarda-roupa ou guarda roupa. Convenhamos que essa nova regra ortográfica foi desnecessária, a gente já aprendeu tanta coisa na escola pra ter que reaprender. Coisinhas fáceis, até que entendo, mas mudar hífen? Foi demais! Não tenho mais idade e tempo pra decorar essas regrinhas. Caso vejam alguma coisa dessas por aqui, sinto muito, mas ignorem. Outra coisa que emburreci: eu só sei "por que" e "porque", um eu uso pra perguntar, no começo da frase, o outro pra responder ou explicar algo. Quando eu tenho que usar de qualquer outra forma, eu substituo a palavra! Porque nesse caso não é simplesmente colocar no Google, é entender o sentido das coisas para então, aplicar. Reparem como uso as vírgulas certinhas, como a concordância é legal, cara!...

Depois eu faço

Ah, minha gente, até esse post aqui demorou pra sair. Fiquei pelo menos 24 horas com essa aba aberta, só com o título pronto. Quem nunca, né? Pra algumas coisas eu sou extremamente imediatista, coisas de trabalho, mesmo, eu nem terminei de pensar e já estou fazendo. (Ok, algumas coisas eu procrastino, deixo pro último dia de prazo e fico até de madrugada pra terminar, mas não sempre. Aprendi a lição de nunca mais acumular pendências). Mas marcar médico e exame, fazer faxina, arrumar o guarda-roupas, cozinhar pra semana inteira a comidinha da dieta, isso, minha fia ou meu fio, eu sempre deixo pra amanhã. Pior, com médico eu não só demoro a agendar, quando chega no dia, eu não vou. Remarco e coloco mais pra frente. Assim Deus vem me ajudando até aqui. Eu acho que isso tem a ver com a pouca rigidez na minha criação. Eu sempre fui "bicho solto", me utilizava de ser aluna laureada todo ano pra faltar escola, pra atrasar, sentar lá atrás no fundão, até pra gazear aula (só que eu co...

Sobre meus blogs antigos

Antes de ter esse blog, eu tinha tentado fazer um no Wordpress e achei complicado demais. Eu só queria algo que pudesse abrir, escrever e postar, sem tantas firulas. Até que lembrei do Blogspot, digitei o site e redescobri um blog antigo chamado "Como dizia o poeta". Além desse, eu tive outro, eu usava um pseudônimo e era um sucesso danado, pra época, ter tido mais de 24 mil visualizações, era babado! Mas agora eu quero falar sobre esse outro que me deixou impressionada. Tem muitos posts, tantos desabafos e verdades que faziam parte da minha vida (notei que muita coisa ainda é igual). Comecei a escrevê-lo em 2007, 13 anos atrás, então fui relendo algumas coisas como se nem fosse meu, até porque, como já disse, mal lembrava da existência dele. E que sensação gostosa e estranha de admiração pelo que li. Parece que a gente só sabe elogiar o que não é nosso, né? Mandei esse blog atual pra uma amiga, Ayllime, nem meu marido leu ainda (ele não gosta muito de textões), que é uma das...

Pra começar

  É difícil recomeçar a escrever… Na verdade eu nunca deixei MESMO de fazer isso, só que há vários anos eu tive um blog que falava com humor de situações bem chatas, pra não usar outra palavra (quando eu pegar intimidade com vocês, se tiver alguém aqui, eu usarei palavras reais da minha vida, mas bora lá) que aconteciam comigo em relacionamentos. Eis que comecei a namorar, casei, tô bem feliz e meu mote se foi. Hahaha! Depois falo mais sobre a minha pessoa, mas, por hora, basta dizer que voltei a usar da comunicação escrita em meu instagram profissional (sou fotógrafa). Aproveito o espaço das legendas e meto bronca, divago, sou polêmica, só que dentro de uma linha, afinal, trabalho com casamentos e, por mais que eu seja autêntica, o bom senso sempre manda lembranças. Quando eu tinha o blog, meu segredo pra conseguir bons textos e crônicas era pensar que ninguém leria aquilo se eu não quisesse, como estou fazendo agora na madrugada do dia 7 de outubro de 2020. Sim, 2020, o ano do Co...