Sinceramente, ainda não é tanto quanto gostaria. A primeira pergunta que eu teria pra fazer pra você que acha que tá tudo muito chato: qual a diferença na sua vida se as pessoas estão criando consciência e mudando o mundo ao seu redor?
Sério, você hoje, principalmente sendo ou mulher, ou negro(a), ou lgbtqia+, por exemplo, só tem uma CERTA liberdade por conta da militância, por conta de pessoas inconformadas com atrocidades, com piadas totalmente ultrapassadas, com humilhações, enfim.
Não diminua a dor do outro se você é privilegiado e não sente na pele a opressão, a discriminação. Aliás, desculpa te informar, mas se você está em um daqueles grupos que citei acima, você não é 100% livre, tá? Você só não percebe isso. Não nota que já deixou de ser escolhida para algo pelo simples fato de ser quem é. Muitos não dizem isso na sua cara, é o tal preconceito velado.
Não sou a maior milituda do mundo, mas corrijo falas racistas, gordofóbicas, homofóbicas, porque aos poucos, muito lentamente, as pessoas ao meu redor mudarão minimamente esse comportamento.
Não quer se importar com a dor do outro? Você já é péssimo por isso, mas não atrapalha, tá? Aí já é demais! E vou dar um último conselho porque esse tema tá muito em voga: feminismo não é mimimi! Vá ler um livro, vá saber da história do movimento, vá se informar antes de abrir a boca pra falar que é tudo peluda, mal amada ou qualquer outra característica que você acha que vai ofender a mulher que se diz feminista.
Machismo existe, ele mata e você, mulher (em todas as suas compreensões e existências), é vítima disso, em maior ou menor grau.
Beijos! Acordei revoltada com um post que vi de uma mulher diminuindo a importância do movimento.
Jo.
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