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Pra começar

 É difícil recomeçar a escrever… Na verdade eu nunca deixei MESMO de fazer isso, só que há vários anos eu tive um blog que falava com humor de situações bem chatas, pra não usar outra palavra (quando eu pegar intimidade com vocês, se tiver alguém aqui, eu usarei palavras reais da minha vida, mas bora lá) que aconteciam comigo em relacionamentos. Eis que comecei a namorar, casei, tô bem feliz e meu mote se foi. Hahaha!

Depois falo mais sobre a minha pessoa, mas, por hora, basta dizer que voltei a usar da comunicação escrita em meu instagram profissional (sou fotógrafa). Aproveito o espaço das legendas e meto bronca, divago, sou polêmica, só que dentro de uma linha, afinal, trabalho com casamentos e, por mais que eu seja autêntica, o bom senso sempre manda lembranças.

Quando eu tinha o blog, meu segredo pra conseguir bons textos e crônicas era pensar que ninguém leria aquilo se eu não quisesse, como estou fazendo agora na madrugada do dia 7 de outubro de 2020. Sim, 2020, o ano do Covid-19, da quarentena miserável. Vou abrir um parênteses aqui porque o nome do blog me permite passear por diversos assuntos aleatórios sem parecer que sou tão fora de foco (mas sou mesmo).

(Eu estava muito, mas MUITO cansada quando o dia 18 de março chegou, foi o dia em que tudo fechou e ficamos todos em casa. O preço foi altíssimo (pro mundo todo, a gente deve ter merecido isso, né?), mas eu finalmente consegui ficar em casa, consegui respirar, pensar em mim, na saúde física e mental. Meu ritmo de trabalho tava pra me matar e veio algo que me forçou a não fazer nada. Eu era daquelas que amava adoecer, apesar de quase nunca acontecer [ainda bem também], mas só assim eu ficava em paz na minha cama, com a “desculpa” de um resfriado, uma febre gostosa que dava um friozinho bom pra dormir). Fim do parênteses.

Como eu estava “falando”, eu escrevia livremente e sempre nas madrugadas, no silêncio da casa barulhenta que eu morava quando solteira (eu gostava, sabe? Tinha gente fazendo suco às 2 horas da manhã, mainha cozinhando e eu junto conversando, reclamando ou rindo muito de algo. Mas, explicando a vocês o motivo de ter voltado com algo que parece demodê e que ninguém vai ler, eu viciei em ouvir Podcast, criei um chamado Joana Aleatória, mas não tive coragem de falar nada ainda.

Escrever é mais anônimo, sei lá. Ninguém precisa sequer ouvir minha voz pra se conectar com minhas ideias, não preciso de um bom microfone pra gravar ou de um roteiro organizado pra não ficar gaguejando enquanto gravo.

É isso, vou tentar fazer disso aqui meu cantinho de desabafo, vou contar algumas histórias, vou falar algumas verdades em forma de indireta. Pretendo fazer alguém rir, alguém se sentir acolhido, compreendido, animado ou não, a depender do tema. Não sou expert em nada nessa vida, entendo um pouco e gosto bastante de falar de quase tudo.

Beijos na alma e até o próximo post, que não sei quando será.

Joana.

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