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Gafe Bolsonara

Não sei se vocês já passaram por isso, mas eu julgo pessoas de acordo com o voto presidencial delas. Só que nesse julgamento, quando eu conheço alguém que é legal, consciente, do bem, que faz caridade, que tem valores parecidos com os meus ou com os que eu acho que são básicos para um ser humano, eu já tenho em mente que votou em qualquer pessoa, menos nele.

Aí papo vai, papo vem, eu já entro com comentários certa de que a pessoa vai concordar, até que vem um: Eu votei nele! É um baque tão grande que eu devo demorar a voltar com minha expressão normal. Eu até gaguejo. 

Aconteceu demais comigo, desde antes das eleições, até que eu fui parando de criar esse conceito antecipado e perguntava antes de qualquer coisa. Só que ontem foi algo TÃO CERTO, mas tão certo de que essa pessoa jamais teria o escolhido (e digo mais, ainda aprova o governo dele em outubro e 2020), que eu soltei minhas opiniões tranquilamente.

Eu chega tenho vontade de rir de mim, sinceramente, mas vontade de chorar também, porque discutir não está mais em pauta pra mim. Já cansei, já briguei, hoje só observo (nem isso, porque nem TV vejo mais). Prefiro ser alienada nesse momento em que estamos, me julguem, mas minha sanidade mental e emocional depende dessa falta de informações.

Mas acho engraçado que (sabe aquelas pessoas que acabam uma discussão e já recomeçam com essa frase? Sou eu.) eu perguntei pra pessoa de ontem assim: Mas como você acha ele legal? Estamos há meses no meio de uma pandemia e sem um ministro da saúde. A resposta: Não tem quem preste pra colocar. Cara, isso me dá um embrulho no estômago, um desespero, uma vontade de explicar que tá tudo errado. Mas pra que, né? É quando chego no pensamento de deixar pra lá e mudar de assunto.

É isso, não pretendo aqui convencer ninguém a nada porque eu acho que a doutrina e a lavagem cerebral já foi feita. Alguns foram salvos e se assumem claramente arrependidos do voto, outros continuam achando que ele é só um cara meio doido, mas um doido necessário pra tirar a PETRALHADA do poder! HAHAHAHAHAHA! Eu juro que ri aqui, de verdade! Um sorriso leve, quase de sarcasmo, mas não tem como ser diferente.

Se você ama o presidente, sinto muito pelo post, sinto muito pelo que você vai ler por aqui de vez em quando, ou seja, melhor não ler. Se vier com comentários ofensivos, sinto muito também porque vou apagar.

Antes que me digam que política não se discute, é exatamente isso que essa turminha quer. E sim, se discute. Porém quando falo de HUMANIDADE, de empatia, de BONDADE, não é política. Eu falo dele como um ser ruim, do mal, que não tem sequer um olhar pros pobres, pros índios, para as florestas, para os animais, pra tudo que precisa de proteção e cuidado. E sim, tenho pena dele! Espero que o seu coraçãozinho seja tocado por algo, como um milagre, não sei, e que ele mude antes de jogar o Brasil ainda mais pro fundo do poço.

É isso, pessoas. 

Bjs da Jô.

Comentários

  1. É difícil de entrar na minha cabeça que esse ser teve mesmo votos e, pior, defensores até hoje. Acabei com relações de anos e não me arrependo, porque mais do que divergência política, foi divergência de caráter! Realmente é muito triste, e até broxante, você conhecer alguém massa e descobrir em quem ela votou... Não tinha desculpa! Ele não tinha plano de governo e tinham vários outros candidatos que não fosse o PeTê ou a esquerda comunista ditadura gayzista feminista de Cuba. Enfim... Precisamos mesmo acabar com essa ideia de que “política não se discute” porque TUDO é política! Desde o que a gente come, veste até em quem votamos. Quanto menos a gente fala, mais eles (e eu me refiro a todos os políticos de todos os partidos) se dão bem já que não vai ter ninguém para os cobrar. Tá bom que eu já me prolonguei demais kkkkkk Adorei o texto, Jô!

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