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Falar dos erros também

 Conversando com um amigo recente (Caio Queiroz, já sigam lá no Insta), porém já bem especial pra mim, que é importante falarmos dos erros, das desgraças, dos pontos baixos da vida. Deixa eu contextualizar melhor pra vocês entenderem.

Somos fotógrafos de casamento e esse sentimento de mediocridade nos acometeu na mesma época e por isso nos unimos. Hahaha! Nem sei bem como foi que começou, mas quando percebi, foram levas de áudios trocados com desabafos e gargalhadas.

Falando por mim, o que sinto é aquele sentimento de "tamo junto nas lamúrias" e "vamos botar pra foder e sair dessa também". Não sei se é meu signo que rege isso, mas eu fico baixo astral por um dia, no outro eu já tô nos corres inventando alguma coisa, buscando algum workshop, procurando alguma lente nova pra inovar nos trabalhos.

Mas o que nos levou a marcar um café pra falar sobre isso foi porque chegamos no consenso de que a COMPARAÇÃO é o mal do século, principalmente quando a vitrine de tudo e todos é o Instagram. Em relação à fotografia, por que eu fiquei me sentindo meio "ok"? Eu me comparava com três grandes equipes do Brasil que vivem em circunstâncias absurdamente diferentes das minhas. Quem não é fotógrafo, talvez nem entenda, mas eles tem lentes que custam um carro, tem anos e anos de experiência, cobram 3x mais que eu e moram em lugares que tem cenários bem gringos (fora que fazem altos casamentos pelo mundo afora).

Aí fiquei pensando: como é que vou me comparar desse jeito? Sabe uma comparação animadora? (Tô fazendo mil perguntas retóricas que eu mesma tô respondendo, relevem). Quando olho pra trás e vejo quem eu era e quem eu sou nesse meio. Quando vejo fotos de antes e suspiro vendo meus casamentos recentes. Quando eu queria ser o que sou hoje: profissional que vive apenas disso.

Mas, voltando pro assunto de chorar pitangas! É importante saber que a pessoa posta só o filé da vida, mas que os bastidores tem suas mil tretas também. Eu posto 15 fotos de um casamento, mando umas 1000 pro casal, mas tem umas outras 500 que pelo amor de Deus! Mas vou ficar mal pelas ruins? Nada, sempre que bater esse pensamento, tenho que ver o retorno feliz do cliente, tenho que reler feedbacks de noivas emocionadas. Também posso dar um pouco de valor ao que faço, da mesma forma que meus casais me dão. 

Ôtra coisa: temos que aprender a receber elogios! Eu tenho aquela mania safada de justificar qualquer coisa que falem bem de mim ou pra mim. O velho "meninaa, foi 10 reais na cidade". Quem nunca? Mas tenho treinado agradecer e reconhecer sim quando faço algo massa.

Na quarta-feira que vem isso vai ser pauta de muita conversa e café (amo cheiro de café, mas não tomo, só se for com leite, mas tenho alergia, então não tomo), com certeza inspiração de outros posts por aqui!


Bjs, Jô.

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